2.12.09

Entre o vídeo e a fotografia

Philipp Geist nasceu em Witten, em 1976, cresceu em Weilheim, mudando-se para Berlin em 1999. Como artista e autodidata vem trabalhando mundialmente com instalações multimídia, performances audiovisuais, e também pintura e fotografia. Quer ver mais? Acesse o flickr do artista.

1.12.09

Histórias de uma Russia antiga

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Uma dica de teatro e dança para quem pretende viajar para a Alemanha – ou já encontra-se no país - este mês: o Teatro Derevo anuncia a estreia de seu mais novo projeto, Harlekin.

Isolde Matley, diretora assistente do espetáculo, conta que, dessa vez, “o tempero fica por conta do que foi esquecido, e do que será lembrado em cena através da dança, das máscaras da pantomima medieval, de músicos viajantes e também dos clowns”.

Harlekin traz Elena Yarovaya e Anton Adassinsky protagnizam esse espetáculo, que evoca  histórias de uma Russia antiga de modo surpreendente.

A pré-estreia acontece nos próximos dias 4 e 5t, às 20h, e no dia 6, às 16h, na Potsdam www.fabrikpotsdam.de.

A estreia propriamente dita rola dias 17 e 18, às 20h, no Festspielhaus Hellerau, em Dresden www.hellerau.org.

Zerbini expõe ruídos na Laura Alvim

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Algumas exposições pedem silêncio, outras sugerem ruídos. Este é o caso da individual que Luiz Zerbini abre amanhã, a partir das 19h, na Galeria Laura Alvim, em Ipanema.

A exposição, que tem curadoria de Ligia Canongia, é a primeira de Zerbini em cinco anos de hiato. Tem desenho, instalações e vídeo, todos inéditos e datados de 2009.

A exceção é uma escultura de 2004, em cerâmica e vidro, que Zerbini considera "premonitória" da fase atual.

O título da mostra – Ruído – teve inspiração em pequenas imperfeições geradas pela filmadora digital que o artista utilizava para captar o reflexo de uma determinada paisagem em águas fluviais (trabalho este que integra a exibição).

O ruído veio na forma de pequenos quadrados de cor. Acaso este que o artista incorporou ao trabalho, derivando ainda em outras criações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desses ruídos digitais nasceram desenhos feitos com molduras de slides de papelão. Geometria pura. Alguns têm gelatina de cores ácidas como miolo; outros são montados com as molduras vazadas, usadas, e cores e anotações originais.

“Uma das instalações propõe que o espectador sente na única cadeira da sala de duas paredes pintadas de preto, com tinta automotiva de alto brilho, que funcionam como espelho. O que ele vai ver é um auto-retrato, de tom austero, com luz pontual”, diz Ligia Canongia, a curadora.

Em outra sala,  um site specific tem volumes em uma das paredes, cujo reflexo chega à outra parede, ambas negras. Imperdível!

Novos nomes na Gentil Carioca

Gabriela Mureb e Rodrigo Torres ocupam a Gentil Carioca até 23 de dezembro dentro de Abre Alas, projeto que a galeria realiza há cinco anos para promover novos artistas do Brasil e exterior.

Corpos Dóceis - Gabriela Mureb apresenta instalações feitas com plantas vivas, trabalhos que estarão em permanente construção, sofrendo intervenções da artista durante o tempo de exposição. Também estarão expostos vídeo-performances nos quais a artista desenvolve ações em que lida com o controle sobre si mesma.

Defeito - Rodrigo Torres apresenta trabalhos de alteração fotográfica por meio de pintura, corte e colagem, criando uma simbiose de linguagens. O conceito de camuflagem permeia os trabalhos, gerando a dúvida sobre o que é original e o que foi alterado.

A Gentil Carioca fica na Rua Gonçalves Ledo, 17, Sobrado
Centro. De terça a sexta-feira, das 12h às 19h, e sábados, das 12h às 17h.

30.11.09

Inventário da memória urbana

leal_ibeuPor Humberto Farias

A obra de Raul Leal acontece a partir de uma pesquisa focada na memória urbana. O percurso de sua construção artística inicia-se na fotografia, em um processo de congelamento temporal e espacial dos ambientes metropolitanos.

Seu procedimento de intervenção na imagem pretende despersonalizar a fotografia ao trabalhar as formas e silhuetas de modo que cada um seja a representação de todos – as imagens pintadas de pessoas na cidade não têm o propósito de retratar ou de possibilitar reconhecimentos; o artista as representa como figuras humanas anônimas.

Não obstante, Raul Leal humaniza sua obra por intermédio da pintura e sai do mecanismo de captação para o de sensibilização: retira a personalidade das pessoas fotografadas e, no lugar, imprime a sua através do gesto do desenho, dos elementos da linguagem pictórica e de sua interpretação dos vários ambientes urbanos – assim, sua investigação está alicerçada fundamentalmente no diálogo entre os meios da fotografia e da pintura.

Para esta exposição na Galeria IBEU, Raul propõe uma expansão do espaço expositivo, desenvolvendo suas pinturas a partir da apreensão do ambiente urbano que envolve a galeria. De forma sutil e intelectual, o artista propõe ao fruidor uma relação de experimentação que se desloca do campo externo para o interno, do urbano para o pessoal.

A Galeria de Arte Ibeu fica na Av. N Sra de Copacabana, 690.

Por uma nova composição

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A Dumaresq Galeria de Arte, no Recife, expõe até o próximo dia 18 o mais recente trabalho da artista plástica Bete Gouveia.
Clarescuro conta com cerca de 30 trabalhos em três salas.

São estudos de composição e novas abordagens com o uso de técnicas arrojadas, ineditamente exploradas pela artista, telas em grande formato que apresentam um novo e instigante desafio para o público visitante.

Numa linguagem muito particular, a artista nos apresenta uma isinuante visão do isolamento imposto ao homem contemporâneo.

A reflexão entre paredes que a princípio funcionavam como casulos protetores, estão aqui transformados em obstáculos, divisórias , claustros, onde pequenos objetos ali deixados ou detalhes pouco expressivos que compõem ambientes, ganham maior força simbólica.

veja a seleção completa do canal supergiba

 
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