1.11.09

Degaki cria vínculo afetivo com galeria

Bone 2007 - aço, isopor, resina plástica e pintura automotiva - 40x40x24cm Em seu segundo ano de atividade a galeria Amarelonegro, instalada em Ipanema, tem se firmado como um dinâmico espaço de arte contemporânea no Rio de Janeiro.

De 07 de novembro a 12 de dezembro a exposição Home... sweet home... sweet home... sweet home, do artista paulistano Rogério Degaki, que leva a galeria 07 trabalhos inéditos, de pequenas e médias dimensões.

Degaki apresenta uma narrativa que discute a relação entre obra e espaço, utilizando conceitos e idéias retiradas da história “O mágico de Oz”, do escritor norte-americano Lyman Frank Baum, referenciando a célebre frase dita pela personagem Dorothy Gale: “Não há lugar melhor do que a nossa casa!”.

“Quero com essa exposição voltar a estabelecer um lugar para as obras que apresentarei, aí, a idéia de “lar”. Além dessa referência explícita, também penso em mudar um pouco a aparência da galeria “cubo branco” criando um vínculo afetivo com o espaço”, comenta o artista.

Degaki entende o espaço da galeria como uma “casa afetiva” para suas esculturas e os objetos instalativos, transportando personagens para um “lugar fictício”, dando a eles uma nova história.

22.10.09

Uma nova viagem sentimental

Foi inaugurada no dia 15 de outubro, no Paço Imperial, a exposição "A New Sentimental Journey", de Alair Gomes (1921-1992). A mostra, que já passou pela Maison Européenne de la Photographie, em Paris, tem curadoria do fotógrafo Miguel Rio Branco, aluno da Esdi nos anos 1960. Nela são expostas 130 fotografias nas quais Gomes, ensaísta e fotógrafo que se notabilizou pelas imagens dos jovens alairfrequentadores das praias cariocas, retomava o registro do corpo masculino, desta vez em fotos de estátuas realizadas em praças e museus de diversos países da Europa, nos anos 1980, entre elas uma longa série do Davi de Michelangelo.

Além das fotografias, selecionadas entre 700 imagens encontradas nos arquivos do artista após sua morte, a exposição traz trechos de um diário filosófico de viagem, cujo título dá nome à mostra.

Juntamente com ela, está sendo lançado, pela editora Cosac Naify, o livro Alair Gomes – A new sentimental journey, também organizado por Rio Branco.

A exposição é gratuita e poderá ser visitada até o dia 30 de novembro, de terça-feira a domingo, das 12h00 às 18h00. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48 (Centro).

fonte: sinal 327 - Esdi

20.10.09

17.10.09

Incêndio destrói a obra de Hélio Oiticica

 

A pior notícia dos últimos tempos: um incêndio destruiu parte da casa do arquiteto César Oiticica - irmão do artista plástico Hélio Oiticica - no final da noite desta sexta-feira, no Jardim Botânico, Zona Sul.

As chamas destruíram cerca de duas mil peças do artista, morto na década de 1980, o que representa cerca de 90% do trabalho deixado pelo artista revolucionário, num valor de US$ 200 milhões.

Bombeiros do quartel do Humaitá foram chamados para combater as chamas. Ainda não há informações sobre o que pode ter provocado o incêndio. Não houve feridos.

- A cultura brasileira que ficou ferida - disse César Oiticica, desolado.

 

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César Oiticica: “a única vítima desse incêndio foi a Cultura Brasileira”

 
:: Reportagem publicada originalmente em O Dia

Comovido e chorando copiosamente, César lamentou a perda de 90% do acervo de Hélio Oiticica, criador de  Monocromias (formas quadradas recortadas e coladas sobre suporte retangular branco), Bilaterais, Bólides e dos Parangolés.

"Queria morrer junto com as obras. Após a morte do Hélio, em 1980, fiquei responsável pelo acervo. É muito triste! Não tenho dúvidas, a única vítima desse terrível incêndio foi a Cultura Brasileira", lamentou César Oiticica.           

Hipótese de incêndio criminoso foi descartada

A hipótese de um incêndio criminoso foi descartada por César Oiticica. De acordo com o irmão do artista, além do forte aparato externo de segurança no bairro, o ateliê contava com sensíveis alarmes de presença e anti-  incêndios, além equipamentos de climatização para manutenção das obras.

"Essa possiblidade está completamente descartada. O acervo tinha um forte aparato de segurança", ressaltou.

O tenente do Corpo de Bombeiros Yuri Manso, responsável pela operação, informou que as chamas consumiram as obras com rapidez e que só após o resultado do laudo técnico será possível chegar às possíveis causas do incêndio.          

Oiticica consolidou estética do movimento tropicalista

Hélio Oiticica nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de julho de 1937. Oiticica foi, entre outros, pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado por muitos, um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.

Em 1959, Hélio Oiticica fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark e Franz Weissmann. Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência".

Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970.  O artista morreu no Rio de Janeiro, em 26 de março de 1980.

Obras de Hélio Oiticica perdidas em incêndio não tinham seguro

:: Reportagem publicada originalmente no Diário Catarinense

As quase 2 mil obras do artista plástico Hélio Oiticica que foram distruídas no incêndio que atingiu a casa da família na última sexta-feira não tinham seguro, segundo o irmão do artista, César Oiticica. O prejuízo estimado pode passar dos US$ 200 milhões. As informações são do site G1.

O laudo investigando as causas do fogo deve demorar até 30 dias para ser emitido. César Oiticica diz desconfiar de um desumidificador, que poderia ter entrado em curto.
Todos os parangolés foram queimados (originais e réplicas). Mas nem todas as obras teriam sido danificadas. Quase todo o corpo de obras produzido por Hélio foi registrado digitalmente, com fotografias e scanners, e esse material também teria resistido às chamas.

Apesar de peças como os bólidos terem sido destruídas, exemplares da série permanecem seguros em museus como o Tate Modern em Londres, o MoMa em Nova York e o Malba em Buenos Aires. Entre as instalações que foram salvas estão os penetráveis, que ficaram em exposição neste ano no Centro de Arte Hélio Oiticica, no centro do Rio. A mostra terminou em agosto, mas o material foi mantido em uma sala especial do Centro.

13.10.09

Partindo da fotografia

Vinte artistas partem de fotografias para experimentar linguagens e suportes, criando uma realidade aumentada. O objetivo é sobrepor elementos, unir o real e o imaginário desse imóvel tão caro aos cariocas. Através da imagem, os artistas dão significados aos desvãos, aos rendados, aos encantos e recantos do Castelinho do Flamengo.

A diversidade da mostra – aberta ao público a partir de hoje - é uma oportunidade para ver, pensar e discutir a relação entre arte e fotografia, do pinhole às mais sofisticadas tecnologias, a fotografia se firma como prática artística e meio de criação de imagens na arte contemporânea.

A curadoria é de Lúcia Avancini. Confira o elenco: Alexandre Murucci, Ângela Rolim, Christina Amaral, Eduardo Mariz, Gilda Santiago, Helena Wassersten, Lúcia Avancini, Lúcia Vilaseca, Marcelo Frazão, Marco Antônio Portela, Marilouwinograd, Márcia Magda, Mário Camargo, Mônica Mansur, Myriam Vilas Boas, Nelson Ricardo, Patrícia Gouvea, Paulo Duque Estrada, Rebeca Rasel e Vinicius Brum.

O Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho - Castelinho do Flamengo fica na Praia do Flamengo 158.

Modernos, pós-modernos e etc.

Começa no próximo dia 19, na Casa do Saber, unidade Jardins, o curso Arte contemporânea ou modernos, pós-modernos etc., que será ministrado pelo curador Agnaldo Farias. O também professor pretende discutir questões polêmicas da produção artística contemporânea, a fim de estimular o debate entre os participantes.

No programa serão tratados temas como expressionismo abstrato, neo-dadaísmo, arte conceitual, body art e happenings, entre outros. O curso será dividido em oito encontros, seguindo até 14 de dezembro, sempre às segundas-feiras, às 20h00.

A unidade Jardins da Casa do Saber fica na Rua Dr. Mário Ferraz, 414 (Jardins), São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 3707-8900, e-mail info@casadosaber.com.br.

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