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Algumas exposições pedem silêncio, outras sugerem ruídos. Este é o caso da individual que Luiz Zerbini abre amanhã, a partir das 19h, na Galeria Laura Alvim, em Ipanema.
A exposição, que tem curadoria de Ligia Canongia, é a primeira de Zerbini em cinco anos de hiato. Tem desenho, instalações e vídeo, todos inéditos e datados de 2009.
A exceção é uma escultura de 2004, em cerâmica e vidro, que Zerbini considera "premonitória" da fase atual.
O título da mostra – Ruído – teve inspiração em pequenas imperfeições geradas pela filmadora digital que o artista utilizava para captar o reflexo de uma determinada paisagem em águas fluviais (trabalho este que integra a exibição).
O ruído veio na forma de pequenos quadrados de cor. Acaso este que o artista incorporou ao trabalho, derivando ainda em outras criações.


Desses ruídos digitais nasceram desenhos feitos com molduras de slides de papelão. Geometria pura. Alguns têm gelatina de cores ácidas como miolo; outros são montados com as molduras vazadas, usadas, e cores e anotações originais.
“Uma das instalações propõe que o espectador sente na única cadeira da sala de duas paredes pintadas de preto, com tinta automotiva de alto brilho, que funcionam como espelho. O que ele vai ver é um auto-retrato, de tom austero, com luz pontual”, diz Ligia Canongia, a curadora.
Em outra sala, um site specific tem volumes em uma das paredes, cujo reflexo chega à outra parede, ambas negras. Imperdível!